quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Decisões {...}

Eu acho que a vida é feita de círculos interligados.

Cada junção forma dois caminhos que temos que escolher seguir para construir nosso futuro.
Há tanto aquelas que nos fazem voltar ao passado e, não necessariamente, mas muito provavelmente, sofrer do mesmo erro de antes, como há outras que nos fazem refletir e tomar decisões que nos levam adiante.
Em nosso dia a dia, esses pontos de encontros estão por todos os lugares. Qual roupa eu vou usar? O que vou brincar? Devo mesmo sair com aquele ex? Pedir ou não demissão desse trabalho só para usufruir de uma vida de aventuras? O que escolher? São tantas opções...

Cheguei a conclusão de que quanto mais me preocupo, mais me ferro. 
Esta é uma constatação básica do ser humano racional que oprime seus instintos em prol de um bem estar comum. Mas e se esse ambiente não for mudado de forma tão drástica pelo seu julgamento, será que vale a pena toma-lo? E mesmo se o que você conhecia tornar algo novo e completamente assustador, por que não correr o risco?

Nossas escolhas são traçadas a cada momento que piscamos nossos olhos. Tamanhos são nossos sonhos de um futuro certo que não pensamos em nossa morte eminente. Basta somente um pequeno ser como o vírus entrar em nosso sistema e nos aniquilar. Você vai ficar esperando ou viver cada minuto?

A vida se resume as escolhas. Não se martirize pelo o que você decidiu há muito tempo e que hoje se arrepende. Pergunte-se: você aprendeu com o erro e cresceu? Se a resposta foi sim, um novo círculo de escolhas será criado em seu destino. Se não, você só fará a volta e falhará novamente. Ninguém pode garantir que dessa vez terá uma segunda chance, afinal, quem sabe o tempo que nos resta? O que podemos ter certeza é que, será como um recomeço; a vida simplesmente não acaba com por causa de uma decisão. Existem variantes que mudam tudo e quando menos você perceber, estará dando um passo para o desconhecido e ainda fazendo graça do engano que cometeu por duas vezes.

Cabe a você mudar seu futuro ou continuar repetindo o mesmo deslize. Porque, no fim, esta é a sua vida, meus queridos. Lembrem-se: você é o dono de seu destino. Você é o capitão de sua alma. (Mandiba)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Promessas de férias


É o período do ano mais desejado por todos.

Onde tudo é lícito e permitido. Onde podemos dormir até mais tarde sem escutarmos nosso desprezível despertador tocando em nossos ouvidos às seis horas da manhã ou, simplesmente, pegar o carro - ou carona - e sair para a farra com os seus amigos sem presenciar um chilique de seus pais pelo horário que voltou. 

É, definitivamente, o(s) mês(es) de libertação. Seja para os estudantes, depois de metade do ano aprendendo matérias difíceis como matemática e física, seja para os adultos, que passam o ano todo trabalhando para conseguir o dinheiro suado para pagar os gostos dos seus filhos adolescente, em sua grande maioria. 

Eu sei que quando esse momento divino vem, dá vontade de jogar tudo pro alto ou no meu caso, pedir férias antecipadas do estágio voluntário para não gastar gasolina da praia para o centro e dizer: "Sabe de uma coisa? Dane-se tudo! Eu quero é ir pra praia torrar com os dois quilos de bronzeador que passei no corpo!" Héé, meus amigos, eu sei o que é isso. Sei tanto que acho que meu patrão não vai me querer de volta e vou estar em janeiro atrás de outro escritório de advocacia. Pelo menos que seja um que pague para mudar um pouco. Rocha Marinho, vocês estão contratando?! hahaha - piada interna e sem graça dos estudantes de direito de João Pessoa.. Puft!

Fazemos promessas. Criamos amizades. Algumas vezes, destruímos outras. Temos que tomar decisões que mudarão nossos futuros em um período tão pequeno de 4 a 6 semanas. Faço ou não faço aquilo? Tomo ou não tomo esta bebida? Fico ou não com esse cara? sendo bonito, tá tudo liberado!

Pois é. Tem coisa melhor do que ficar de férias? Melhor e mais proveitosa do que sair e ter tempo para se arrumar ou só para dormir? Jantar com os amigos? Ir para o cinema com o paquerinha? Brigar e fazer as pazes no mesmo dia com sua melhor amiga porque ela achou que você fez algo que não devia ou estava rindo nas costas dela? Bem, isso já é pessoal...


Mas, enfim, o que eu quero dizer é que eu entendo. Eu entendo esse sentimento de independência que chega com o veraneio. Eu sei o que é ter a agenda lotada com aulas e estágio e não ter tempo para realizar aquele desejo que você tanto queria. Eu sei o que é viver na pressão de ter que ser a melhor durante tanto tempo porque "o mundo é daqueles que se sobressaem". Eu sei o que é fazer a universidade para crescer no seu futuro e fingir ser aquilo que você nasceu para ser, na cabeça dos seus pais: um gênio. Mas caramba, eu não sou assim e creio que muitos daqueles que lerão esse texto fajuto também não se acharão nessa situação. Nós erramos, nos cansamos, ainda estamos constantemente aprendemos. Precisamos de tempo para concatenar as ideias e fazer algo que somente nos dá prazer. E não venham dizer que os finais de semana fazem esse milagre por vocês porque não é verdade.

Caramba, eu sei o que é isso. E é por isso que eu digo: SE ARRISQUEM! 

Que essas férias não sejam para dormir ou para ir para praia. Não se limite. Faça de tudo, e ainda mais, faça de uma só vez. Não pense. Não se arrependa. Haja com o instinto de estar feliz no momento e isso é tudo que importa. Brinque como uma criança. Aproveite toda a oportunidade como se fosse um adulto tentando salvar seu emprego, ou seja, torne-a única. Tenha lembranças para contar a seus netos. Desenhe uma tatoo e ponha na testa como meu pai diz, mas só mude. Seja. Descubra. Mas, principalmente, meus amigos, Vivam!

"Às vezes, tudo que precisamos é de 20 segundos de uma coragem insana. Literalmente 20 segundos de bravura destemida. E eu lhe prometo, algo maravilhoso virá disso." 
Compramos um Zoo.
Vamos tentar?





segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Andando na "passarela"

Boa tarde, leitores!

Hoje eu vim mais desabafar. informo isso como se fosse uma novidade... 

Mais uma vez, estava eu me dirigindo ao trabalho, em pleno sol escaldante do meio dia de segunda feira, quando começo a sair do automático e prestar atenção no espaço a minha volta. Carros apressados cortam uns aos outros, o ônibus parando em lugares inapropriados, giradouros não sendo respeitados por pessoas que passam direto na sua faixa, ensejando numa provável batida ou quem sabe até um PT em seus carros importados; mas de todos os mais cotidianos e estranhos casos, eu percebi que as pessoas NÃO LEVANTAM O BRAÇO para avisar que querem atravessar a faixa de pedestre!

Estarrecida fiquei quando, não somente em uma situação, mas em pelo menos três ocasiões, havia pessoas observando o vai e vem de carro para, subitamente, atravessar a rua sem ao menos comunicar visualmente, correndo risco de vida por uma besteira. Houve sim, claro, um caso de uma mulher que, pelo suor em sua camisa, já devia estar esperando os carros pararem para ela passar há um tempo, contudo, ela nem ao menos tinha levantado um centímetro a mais de seu precioso membro superior para chamar atenção. Talvez uma placa de neon, incrustada no meio da testa oleosa dela seria o melhor método para conseguir o que queria: "Se liguem, manés! Quero passar!". Sinceramente, acorda garota!

Incrível como a população sempre exige dos motoristas uma supervisão além do necessário, mais cuidado, ou que eles tomem conta dos menores em hierarquia - no caso os pedestres e motociclistas -, como diz o Código de Trânsito Brasileiro. É muito fácil culpar os carros por passarem direto, mas esquecem de fazer a sua parte e avisar, não só com o corpinho lindo e maravilhoso que Deus deu parado na faixa, que quer passar. As pessoas têm que ter a noção que LEVANTAR A MÃO  não MATA! Se não quer ficar plantada por bons minutos prestes a fritar um ovo em seu precioso cabelo devido a temperatura exorbitante depois da exposição, você, pedestre, tem que tomar uma atitude. Ah, não vá querer culpar campanhas governamentais por algo que já foi vastamente divulgado e que o verdadeiro réu é você e seu esquecimento. Não vá querer dar uma de vítima, quando na realidade o motorista não pode adivinhar que você, belezinha, quer mexer o popozão e sair rebolando nas faixas brancas em frente ao carro. Sai de sua esfera de alteridade pondo, o que é dever seu, nas costas dos outros. 

Crianças do meu Brasil, ajam e lutem até mesmo para passar na rua. Não fiquem observando o passar dos carros pensando que um vai parar para você passar na sua passarela da moda. Ninguém vai fazer isso se você não se tocar e avisar que quer atravessar. Eles não sabemos seus pensamentos ou muito menos ligamos se você vai passar ou não até que você OU LEVANTE O BRAÇO ou já esteja estatalado no chão, na pior das hipóteses, então tenham cuidado!

Os motoristas não são Deus, nem você é uma modelo para ter tanta atenção assim sem um motivo relevante.

PS: Deixo Xuxa para vocês! 

"É Xuxa, tem que prestar muita atenção antes de atravessar a rua, né?
A gente sempre sai para passear
Mas preste atenção quando atravessar
(como é que faz mesmo?)
Tem que parar, olhar o sinal, olhar para um lado e para o outro, tem que esperar, fechar o sinal, para então poder atravessar.
Agora eu já sei atravessar a rua."

Pena que isto faz relação ao sinal fechado. Toda essa preparação para algo que já é praticamente seguro, imagine passar numa faixa de pedestre em uma rua movimentada e sem sinal de transito? Acordem, leitores! 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Postagem super rápida!

Ok, quem não está louco para ir a....



EEEEEEEUUU! *-* *reboladinha da vitória!*

Depois da promessa de minha mãe - Deus a proteja - ano passado dizendo que sim, eu poderia ir a Bienal no Rio, finalmente estamos chegando perto! UHUUUUL! :D

Não poderia ser diferente. Desde que me entendo como uma compradora/leitora de livros assídua, sonho em ir a Bienal. Mas quem é que ama os folhosos  que não já teve vontade de conhecer seus atores favoritos, se encontrar com pessoas que entendem suas loucuras, e participar de eventos dos livros que você tanto gostou de ler? Oh.Meu.Deus! Estou mais que saltitante de felicidade.

Agora falta pouco. Dia 04/09 estarei indo em direção a minha versão particular da Terra do Nunca! A lista de livros/autores nem está completa ainda e eu estou indo a loucura. Queria tanto que meu povo da Paraíba fosse.. Mas haverá outras oportunidades, se O de Lá de Cima quiser. Mas mesmo assim nos viramos não é? Eventos do clube do livro que faço parte acontecem todos os meses, ps: o nome é Sociedade dos Bookaholics, e quem quiser fazer parte o link do Facebook é esse.

Então pronto, já falei demais. Só estou atualizando rápido porque estou no escritório e tem muito processo pra terminar acumulando na mesa dos advogados. Eles precisam de qualquer ajuda que conseguirem! #jesus

Um beijo para aqueles que leem minhas besteiras e delírios. Depois trago mais notícias da Bienal e de seus autores inter e nacionais preferidos!

Uma sonhadora assumida ;)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sobre as Manifestações

       Como todos já sabem, o país vem realizando, desde a Copa das Confederações até os dias de hoje, várias manifestações por todo seu território. Tão variados são os temas que classes distintas estão se juntando e caminhando livres pelas ruas das cidades a reivindicar o que é seu por direito aos três âmbitos do poder nacional. Noticiários nacionais divulgando a marcha da união de forças que gritam em alto e bom som: queremos mudanças!

      Pensando neste momento, o Skoob, maior site literário do Brasil, organizou uma seleção de contos falando deste tema. Foram vários os textos mandados e devo admitir que, pelo que vi de dois amigos meus, o pessoal teve muita dificuldade em escolher os melhores. 

      Neste primeiro post, venho parabenizar tanto a atitude da organização ao dar a chance para os autores nacionais exporem seu trabalho, quanto aos meus amigos queridos que conseguiram a façanha de serem escolhidos! Infelizmente, não foi desta a minha vez. Fazer o quê... Então, como eu também escrevi sobre o assunto do meu ponto de vista, estou agora disponibilizando o conto que comoveu grandes amigos meus. Espero que vocês gostem!

Para a minha pequena

“A mudança do século XXI finalmente começou.
Estava acontecendo por todo lugar, diariamente, com multidões nas ruas clamando por justiça.
Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília. Capitais importantes do Brasil já haviam se juntado e proclamado em uma só voz: “Não iremos mais ficar calados!”. Gritos, vozes exaltadas, cheias de um sentimento puro de indignação contagiavam os cidadãos por onde passava. A onda de protestos vinha destruindo o mal feito pelos governos e reerguendo a vontade popular de se rebelar contra o que achava injusto, o que não aceitava, o que não via a hora de mudar.
Jovens saiam de sua zona de conforto não somente para lutar pelo fim do aumento da tarifa de vinte centavos, mas por direitos que lhes eram reservados e que há muito haviam sido privados em detrimento dos grandes que controlam as altas casas de poder na nação.
Toda aquela empatia era uma união de brasileiros que expressavam sua mais profunda crença: que o nosso país poderia mudar. Que ele ainda existia em nossos corações e que nós poderíamos pô-lo em prática quando decidíssemos, mas que, principalmente, ainda havia esperança.
Esperança vista nos rostos das milhares de pessoas que foram as ruas lutar. Coragem dos que se puseram no combate pelo lugar de onde nasceram e torce para vê-lo prosperar, como uma fênix saída das cinzas. Daqueles que querem se erguer como um país mais solidário, mais carinhoso com o próximo, mais consciente de sua obrigação em uma comunidade.
Como já falava Renato Russo, “somos os filhos da revolução”.  Podemos mostrar do que somos capazes. Podemos pôr o mundo aos nossos pés e fazê-los admitir que não há nada de estranho no Brasil. Que somos fortes. Que honramos o nosso hino e fazemos jus ao que ele idolatra. Não nos abaixamos e assentimos a ninguém, nem corroboramos com a injustiça que assola como uma praga nosso solo e nosso povo. Viemos para mudar. O espírito do novo veio para fincar raízes em cada um dos que leem esse texto.
Não vamos ficar parados. Eu não fiquei parada. Eu estava na passeata, pois não aceito as condições atuais de meu país. Eu saí da zona de conforto, me juntei à massa de revoltados com tantas mazelas que sofre o Brasil e vi o movimento se tornar grandioso e se fortalecer sua diversidade de causas. Porque, sim, “é tanta coisa ruim que não dá para se pôr em um cartaz”. E não fui só eu.
Cidades como a minha, João Pessoa, terem sido capazes de arrastar cinquenta mil pessoas, como acredita a organização do evento, não é pouco. Todas as classes foram representadas, de estudantes e médicos, mais visados, aos cobradores de ônibus e servidores públicos. Todos unidos, num só pedido: por um país forte, aguerrido, que nunca desiste. Que nunca se dá por vencido.
Eram cartazes contra barreira policial, gritos com palavras de ordem contra spray de pimenta. Foi a revolução do Vinagre. O V se tornou maior, mais soberano. O congresso foi tomado. A Paulista foi tomada. A nossa Lagoa Solón de Lucena foi tomada.
A vontade foi única e soberana. Não queremos impor uma Oclocracia. De tirania já vivemos hoje. Queremos uma coisa que vocês não podem dar com seus votos comprados. Queremos que a verdade e a justiça se sobressaiam e que o dinheiro, pela última vez, seja a moeda da jogada.”
Inalei profundamente ao terminar o fervoroso texto que havia escrito para a coluna do jornal da universidade.
- Mainha, que lindo! – suspirou Lena deitada na cama, abrindo aquele sorriso fofo de uma garotinha de cinco anos com o rosto melado de amarelo e verde – Num entendi muito, mas foi bonito! Era o que tu tava escrevendo ontem, nera?
Larguei a folha de papel na cama e a puxei para meu colo.
- Era sim, meu bebê – levantei os braços para ajeitar a tiara que estava troncha no cabelo da pequena. – E você sabe por que a mamãe fez isso? – ela negou balançando os seus cachinhos de anjo que tanto adorava.
 – Eu fiz por você, minha filha. Porque eu quero que você – cutuquei sua barriga, fazendo cócegas e amando ouvir a sua risada inocente -, senhorita, tenha um futuro maravilhoso. Um futuro que realmente valha a pena ser vivido. E o que a mamãe não faria por você, hein?
De longe, uma reunião de vozes se aproximava. Pulando do meu colo, Lena correu para janela e se agitou ao ver os que começavam a passar por nosso prédio.
Atravessou o quarto e puxou minha mão, dizendo animada:
- Vamos maaaainha! Vem logo que o pessoal tá chegando! – quando viu que eu me levantava vagarosamente, resolveu me deixar e seguir aos pulos para a porta, batendo nas paredes onde passava.
Era mais uma manifestação. Mais uma chance de mostrar a todos que não tínhamos medo. Mais uma chance para guerrear por um amanhã melhor não para mim, mas para quem importava para meu coração. Minha pequena, minha Lena.
Sorrindo, segui minha criança e rezei aos céus para que tudo o que nós, brasileiros, fizéssemos hoje, surgisse efeito no final. Porque de injustiça já bastava vivemos por tantos anos.
A mudança era agora. Só bastava que todos entendessem.

Lutando por um país melhor